A paixão pelo heavy metal levou músicos de jazz e música clássica a formarem a banda Higher, que chega com peso pra somar muito no cenário brasileiro. Conheça o trabalho dos caras!

6. setembro 2014 09:30 | Texto por Pietro Silva

Os caras tem grande nome no cenário do jazz e música instrumental brasileira, e ao mesmo tempo uma paixão em comum, o heavy metal! Foi daí que surgiu a banda Higher, e nós fomos ouvir e conhecer o trabalho deles. Cézar Girardi (vocal), Gustavo Scaranelo (guitarra solo), Andrés Zuñiga (baixo), Pedro Rezende (bateria) e Felipe Martins (guitarra base) foram super receptivos na audição do disco autointitulado “Higher”, e conversaram conosco pra apresentar o projeto e contar um pouco sobre diversos assuntos que o envolvem!

Primeiramente pedimos pra explicarem um pouco do projeto e do processo da Higher, e Gustavo Scaranelo respondeu: “Existia um projeto anterior meu e do Cezar de quase 20 anos atrás. Nesse projeto chegamos a compor alguma coisa, mas não fizemos registro nenhum, a gente se reencontrou depois de uns 20 anos pra conversar. “Ah, vamos fazer isso ai, vamos regravar alguma coisa, registrar alguma coisa daquela época? Legal, vamos registrar!”, e mesmo sem intenção foi nessa que acabamos trazendo novas pessoas para o projeto, enfim, o projeto acabou ganhando uma proporção que não existia e o nome Higher veio dessa releitura, nessa remontagem, a concepção desse projeto é recente e a maioria das composições é de agora, mas nasceu de um encontro que tivemos quando adolescentes.”

Já sobre a entrada dos outros integrantes, os próprios responderam:

Andrés: Quando o Gustavo me mostrou essas pré-produções que estava fazendo com o Cezar, eu me ofereci mesmo, perguntei quem iria gravar os baixos. Até então era aquilo que ele falou, ia gravar só pra registrar algumas músicas. Daí o projeto tomou outro tamanho e ele me convidou oficialmente pra participar da banda.

Pedro: “Bom, eu já conhecia o Gustavo por outros trabalhos, daí ele chegou em mim um dia e falou que estava com um projeto, e a hora que ele me apresentou eu achei show de bola, uma coisa grande, pesada. Tive que me preparar bastante, fazer bastante lição de casa, me readaptar, porque o jazz e o metal são dois mundos completamente diferentes, são distantes um do outro, então tive que me aprimorar por questão de equipamento, preparo físico, forma de pensar totalmente diferente. O metal exige um pouco mais do físico e tal, a todo momento com velocidade e ao mesmo tempo com precisão. Tive que desligar o reloginho do jazz e trabalhar no metal e vice versa, mas ai foram meses de preparação, estudo, e apoio da banda, esses caras são maravilhosos, me ajudaram bastante.”

Felipe, de apenas 16 anos(acreditem!), respondeu: “Eu lembro até hoje que ele me apresentou uma banda e disse que se não desse certo, tinha uma banda pra mim, daí eu perguntei: Qual? E ele disse: “A minha!”. Aí eu falei “tempo eu tenho, querer eu quero, poder eu posso, então vamos lá!”. Ta sendo bem difícil no começo, porque além de eu nunca ter tocado com um nível técnico tão alto, eu nunca tinha tocado com guitarra de 7 cordas e foi uma adaptação bem difícil.”

Sobre toda a experiência adquirida da carreira para esse novo projeto Cezar respondeu:  “Tudo que eu coloquei nesse disco, é tudo que eu realmente sinto, eu amo música, acima de qualquer coisa. No disco, eu canto de várias formas, ponho minha voz limpa, grave, rasgada, aguda, aguda/rasgada. Eu sinto o que a música me pede, eu ouço e falo “pô, agora eu tenho que gritar”. Tudo que eu já vivi e fiz, tá nesse disco na forma mais pura que eu sou, eu sou isso que vocês estão ouvindo. Sou bravo às vezes, sou calmo outras, divertido em outras. Tem um pouco de cada coisa, eu experimento coisas e acho legal colocar no projeto.” E se vocês acham que eles tiveram dificuldade em compor metal só porque tem mais experiência no instrumental, olhem só: “Não tive nenhuma dificuldade pra compor, porque eu nunca parei o metal mesmo fazendo outras coisas. Então o metal tá na veia desde quando eu tinha 13 anos, eu amo metal, e pra mim é muito fácil falar a linguagem do metal.”

E esse é apenas o começo pra esses caras, nós ouvimos o disco e realmente o trabalho é pesado e vale muito a pena! Ao ouvir ficamos ansiosos por mais e estamos no aguardo de shows, eles disseram que já tem tudo pronto!! O disco já está a venda desde o início de agosto, e se você curte um bom metal, clique aqui e se prepare!

Confira a música "Climb The Hill" e sinta o peso:

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