Rodrigo Santoro em Ben-Hur declara ter feito a cena mais inesquecível da sua carreira. Saiba qual agora!

5. agosto 2016 00:30 | Texto por Mariana Barros

O filme Ben-Hur de 1959 é um clássico do cinema hollywoodiano, vencedor de 11 Oscars, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Diretor para William Wyler. A história é uma adaptação do romance de Lew Wallace: “Ben-Hur: Uma História dos tempos de Cristo” (1880). Nessa nova adaptação de Timur Bekmambetov, ainda conta com a trama principal sobre a história de Judah Ben-Hur, interpretado por Jack Huston, um nobre acusado de traição pelo seu próprio irmão, Messala (Toby Kebbell). Após sobreviver anos condenado à escravidão, Judah vai atrás de vingança. O longa também conta com a participação de Rodrigo Santoro como Jesus Cristo e Morgan Freeman como Sheik Ilderim.

Assisti ao filme e posso dizer que ele realmente mexeu comigo, fiquei tensa em diversos momentos, grudada na cadeira e com os olhos fixados na tela. As emoções dos atores são muito convincentes, assim como as eletrizantes cenas de ação. Mas por que fazer um remake? O que tem de diferente da versão antiga? Fomos à coletiva de imprensa no chiquérrimo Hotel Unique e o próprio Jack Huston nos contou:

“Naquela época ninguém havia visto um set nessas proporções, foi um espetáculo. Foi a primeira vez que um filme assim foi montado. Também era uma época bem diferente de atuação, o estilo era mais teatral, talvez mais voltado pros palcos. Todos concordaram que uma audiência moderna, eles tendo assistido o antigo Ben-Hur, ou não, foi um momento muito oportuno para fazer uma história como essa. Nos focamos em modernizar o estilo de atuação, tornando mais relacionável para nossa audiência. Nós também focamos muito nos elementos de ação do filme pois queríamos que fosse incrivelmente imersivo para a audiência, o que significava para nós fazer tudo de verdade. O final do nosso filme foi um pouco diferente da versão de 1959, há uma mensagem positiva maravilhosa. Uma mensagem de redenção, de perdão, e uma mensagem de bondade é mostrada sobre o ser humano que é algo que no mundo de hoje, nós vemos as coisas horríveis que acontecem, atrocidades, guerras político-religiosas e às vezes leva um filme como este, ou apenas uma mensagem positiva para levar as pessoas a repensar suas ações e atos de bondade”.

Ele ainda comentou sobre a pressão de fazer um remake de um filme tão icônico como Ben-Hur, Jack Huston disse que cresceu assistindo ao filme, por isso quando ficou sabendo sobre o filme ficou muito cauteloso, mas ler o roteiro o deixou otimista por ser uma versão tão diferente e única.

Confira os bastidores da cena mais tensa do filme! Segundo Jack Huston, eles se prepararam 3 meses e meio para realizá-la!

Nosso querido ator brasileiro, Rodrigo Santoro está trabalhando maravilhosamente bem em Hollywood, e seu papel como Jesus Cristo, tão memorável quanto todos os seus trabalhos, supera as expectativas:

“Foi um trabalho muito diferente de qualquer outro que eu tenha feito. Foi uma jornada muito íntima e espiritual. Pra mim, evoluir é um trabalho diário, a ideia é essa, é evoluir mesmo em todos os sentidos, todos os aspectos como um homem e como um artista. E o que eu acho que essa experiência me trouxe fundamentalmente, foi a certeza que eu preciso trabalhar muito para que isso aconteça, que a gente pode acreditar nos valores e nos ensinamentos, independente da religião que você tenha ou que não tenha. Mas a gente precisa ir além. A gente precisa trazer as palavras para a prática, a gente precisa arregaçar as mangas e trabalhar pra que as coisas aconteçam (...) esse filme foi uma jornada pessoal mesmo, não consigo analisar isso somente como um trabalho ou um personagem”, disse.

Jack e Rodrigo contaram como foi trabalharem juntos: “eu conheço o trabalho do Rodrigo há um bom tempo e sabia que ele era um ótimo ator. É preciso um verdadeiro ator para assumir esse papel, mas o adorável foi o que eu e o Rodrigo encontramos no set uma conexão e afeto instantâneos um pelo outro”, disse Jack.

Rodrigo também já era fã do trabalho de Jack quando descobriu que faria o filme junto com ele. Eles discutiram muito as cenas, tanto para descobrir a melhor forma de o Rodrigo interpretar Jesus Cristo, qual seria a forma certa de fazer isso, quanto para Jack interpretar Ben-Hur e a responsabilidade desse título e das referências que carregam: “eu acho que o que eu descobri com o Jack foi que a forma de fazer era a nossa forma de fazer, não tinha uma forma certa. Era o que a gente tinha pra oferecer. E ele veio com uma coisa que eu acho muito admirável que é a paixão, a entrega, comprometimento e talento”, declarou.

As cenas em que Rodrigo Santoro aparece são cruciais para o desenvolvimento da história, uma dessas cenas foi a crucificação de Jesus Cristo. Eu perguntei para ele como foi a experiência de fazer essa cena:

“Na noite anterior ao dia da cena nevou, cancelar um dia de filmagem é uma coisa praticamente impensável. Eu até falei para o produtor: ‘poxa! Frio, né?! Lembra o que Jesus tá vestindo nessa situação? ’ foi um frio desesperador mesmo! Eu pedi para o diretor fazer um take longo, sem cortes. Eu já tinha vindo de uma maquiagem de 6 horas. Eu pensei: ‘vamos fazer de uma vez, eu faço o que eu tenho que fazer e repito, volto ao começo e deixa que eu corto’ não havia nenhum efeito especial, estávamos em cima de uma montanha”. O diretor ficou receoso, até havia alguns ventiladores com ar quente, mas mesmo assim Rodrigo preferiu fazer a cena desse jeito. “Foi um momento... absolutamente inesquecível”, concluiu Rodrigo emocionado.

Sobre a mensagem do filme, Jack diz: “a mensagem positiva do filme é algo que eu me orgulho muito de fazer parte. Falando sobre religião, eu não acho que você precisa ser evangélico, católico, muçulmano, nada disso. Eu acho que no momento, essa mensagem é transcendente. É sobre atos de bondade, a ideia de redenção e de perdão. Isso não é discriminável em alguma religião, é apenas uma mensagem positiva para todos”.

Rodrigo foi um verdadeiro filósofo em sua resposta e deu uma super aula de ética em plena coletiva: “claro que filmes assim fazem você refletir sobre todos os valores que são essenciais na vida de todo mundo, mas que a gente tenta praticar no dia a dia, e é tão difícil porque a gente é humano, porque a natureza humana é tão complexa. (...) eu tentei bastante quando me preparei pra fazer esse personagem e me deparei com os limites da minha própria realidade e o quanto isso é difícil, mesmo quando a gente precisa. (...) a gente sabe o que a gente precisa fazer, o negócio é colocar na prática. É sair da palavra, do plano das ideias e colocar em prática. É tão bom se sentir bem, fazer o bem, ver o outro sorrir. Ver uma pessoa se sentir bem por uma coisa que você fez, e ela não se sentiria dessa forma se você não tivesse feito. Ser o agente que provoca isso, isso é transformador. E é um exercício diário”.

Aposto que você ficou supercurioso pra assistir Ben-Hur nos cinemas, e eu confesso que quero assistir de novo! Confira o trailer para ficar com mais vontade ainda:

 

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