Fabinho Reis deixou seu lado baterista para ficar no vocal e lançar seu primeiro CD solo chamado SELFIE. Vem conferir a conversa que tivemos com ele!

5. setembro 2016 02:09 | Texto por Leticia Gois

A vida não é apenas para aqueles que estão sempre em frente ao palco, mas aos que estão em volta, também tem a oportunidade de mostrar seu som. Foi assim que o Fabinho Reis, decidiu fazer seu próprio caminho. Eu (Letícia), tive o prazer de receber da redação do site, o primeiro albúm solo de Fabinho Reis, chamado "Selfie". Um músico baterista nas noites paulistanas, que neste trabalho atua como vocalista e compositor. Gravado em São Paulo no estúdio Lua Nova, produzido por Leonardo Ramos (vocalista do SuperCombo) e masterizado por Chris Hanzsek (Hanzsek Audio Mastering). 

Ele se tornou um dos bateristas mais queridos nos estados de Minas Gerais e São Paulo, enquanto atuou em vários estilos de bandas. Já teve a oportunidade de trabalhar com Tico Santa Cruz (Detonautas), Egypcio (Tihuana), Digão (Raimundos), entre outros, e abrir shows de Jota Quest, Biquíni Cavadão, Nando Reis, Capital Inicial, e por aí vai. Sempre fez backing-vocals, agora ele passou sua função para outra pessoa e se dedicou no vocal de suas músicas. Fiz uma bate-papo com ele, e você confere agora no que rolou. 

"Tenho uma relação diferente com os trabalhos que faço, sempre falei para meus colegas de banda que o mais importante é com quem você está trabalhando, às vezes a banda em que tocamos é exatamente o estilo que sempre sonhamos, mas, nem sempre nos damos bem dentro daquele trabalho, uma série de fatores podem tornar o trabalho um pesadelo, muitas viagens, muito tempo fora de casa, discussões exageradas e constantes dentro de um grupo, egos, mentiras... Quanto ao estilo, em minha estante ou playlist tem de tudo um pouco, música instrumental, rock, pop/rock, mpb... Na verdade sou bem eclético, por isso toquei tantos estilos diferentes" - comenta ele.

HCNOAR: E pra quem você já tocou? Fala um pouco dessas bandas que fizeram parte da sua carreira e se teve uma história marcante nessa trajetória?

FABINHO: Participei de uma banda paulistana que convidava alguns artistas como participações especiais, foram vários shows marcantes e muitos convidados: Digão (Raimundos), Tico Santa Cruz (Detonautas), Egypcio (Tihuana), Eriberto Leão. Em outras oportunidades pude dividir o palco com Wanderley Cardoso, Borguetinho, Jorge Israel (Kid Abelha), Gefferson Gonçalves... Atualmente sou baterista da banda Acullía e do Gabriel Guerra, ambos com uma carreira sólida e agenda bem cheia. Acullía é banda paulistana de Rock/pop conhecida nos pub’s de São Paulo e Gabriel Guerra é um músico de Minas Gerais que emplacou músicas em novelas de emissoras grandes e shows pelo sul e sudeste do Brasil.

HCNOAR: Qual que é a diferença de estar no palco sendo você, fazendo seu som e estar pelo trabalho de outros tocando como baterista ?

FABINHO: O que é mais marcante é o fato de você estar mostrando suas ideias em formas de acordes e melodias, aquilo em que você realmente acredita e que criou. Estar na frente do palco causa uma certa ansiedade, um friozinho na barriga que sentia quando comecei a fazer shows como baterista, são mundos completamente diferentes. É como se eu deixasse a camisa número um para usar a nove, saindo do gol para jogar de centro-avante (rs...)

A canção "Praça Bandeira" está no seu novo CD "Selfie". Ele ainda está em processo de divulgação, tentando se dedicar ao máximo no seu vocal, sempre que pode, pública um vídeo novo. O último foi domingo 14/08, que produziu em sua casa da música "Pra Você""Fiz para minha filha de 45 dias de vida. O disco Selfie está sendo distribuído e eu estou digerindo todas as críticas que, graças a Deus, têm sido muito positivas. A ideia é sim deixar os tambores e atuar como cantor, talvez monte uma banda de garotas, não sei se serão as mesmas meninas que participaram no novo clip que estou terminando" - diz Fabinho. 

Confere o clipe de "Praça Bandeira" que ele lançou esse ano: 

HCNOAR: Fez um clipe super interessante e criativo na AV Paulista, o clipe de Praça Bandeira. E essa ideia de entregar rosas na rua e sair com a cara pintada, foi para traduzir uma forma de arte na letra?

FABINHO: Um pouco. A arte no rosto foi uma forma que achei para me esconder. No início de tudo eu pensava em lançar o disco Selfie como banda, eu iria me apresentar com o rosto pintado... Fomos terminando a gravação do disco e eu descartei a ideia inicial de lançá-lo como banda e deixei o Sefie somente de Fabinho Reis. Queria passar para as pessoas a vontade de vencer que muitos possuem, mas por um motivo ou por outro acabam sendo bloqueadas, muita gente que está na rua possui sonhos, vontade de crescer, mas nosso medo ou primeiro instinto é de se fechar e não dar atenção... Às vezes quem está na trabalhando na rua precisa somente de um sorriso, uma troca de olhares, um diálogo...  A música permeia este tema, pessoas que lutam dia a dia com garra e coragem, mesmo recebendo quase nada em troca.

HCNOAR:  Ainda falando sobre a música "Praça Bandeira", ela traz a mensagem de superação e força, cantada com o rapper Mb2 Uclanos. E você, já teve algum momento de superação? O que mais te surpreendeu durante esses anos?

FABINHO: Mb2 Uclanos foi essencial, tudo que ele criou na canção era exatamente o que eu queria ouvir, tinha um pouco de medo dele criar um rap muito politizado... Nada disso, ele entendeu perfeitamente a mensagem e somou muito. Bom, morando em São Paulo ou em qualquer grande capital, a gente vive uma superação o tempo todo. (rs...) Acho que ter desistido da cara pintada e lançar o disco Selfie com meu nome foi uma superação e tanto. Sou baterista há mais de 20 anos, não passava pela minha cabeça lançar um disco como vocalista, minhas composições eu fiz para bandas por onde passei, o sonho era ou é fazer parte de uma banda e viajar o Brasil mostrando tudo que criamos... Me superei e abracei meu próprio projeto, vamos ver no que isso vai dar.

HCNOAR: Você que se formou em música, o que aprendeu e o que acha que poderiam ter ensinado mais sobre essa escolha?

FABINHO: Entrei na faculdade em 2004 e já tocava na noite, aprendi muito sobre música, leitura, história da música erudita e popular. A faculdade somou muito em minha carreira, hoje não preciso ficar decorando uma música para reproduzi-la, eu escrevo a partitura dela e a reproduzo, isso faz muita diferença quando pegamos um trabalho com um repertório muito extenso... Uma de minhas maiores queixas foi a preparação dos alunos para a “vida real”, a música no nosso país passa por momentos diferentes dos de anos passados, eu tive a sorte de poder tocar Clube da Esquina, Caetano, Gil, Djavan, João Bosco, Marisa Monte, todo este pessoal da chamada MPB, nos bares e bailes de formaturas... De uns quinze anos pra cá tudo mudou, a música deixou de ser uma música para se compreender e passou a ser música somente de entretenimento, estão cada vez mais simples com letras de fácil entendimento e totalmente descartáveis. Sou consumidor do estilo, e é dele que tiro o maior aproveito, mas viver da música instrumental não é fácil.

HCNOAR: O nome do seu álbum é Selfie, nos indique as melhores selfies no instagram que você gostou. Porque desse nome?

FABINHO: Passei meses procurando um nome, enquanto gravava o disco ficava pensando “se eu realmente for lançar um disco como vai chamar?” Um dia, separando umas fotos no meu computador, vi uma foto que minha esposa Thais Reis fez, ela tirou uma foto minha e pegou o momento em que eu fazia um autorretrato. Como no meu disco a grande maioria das letras falam de momentos que vivi, viagens, relacionamentos amorosos ou com familiares, vontade de vencer... juntei o autorretrato que minha esposa fez com o autorretrato que fizemos dentro do estudio, este em forma de acordes e melodias, achava a palavra autorretrato muito grande, foi aí que pensei em Selfie.

Pra finalizar ele deixou um recado pra gente: "Muito obrigado pessoal do HCNOAR, adorei a entrevista, espero poder nos encontrar novamente!" - Obrigado você Fabinho por ter tirado um tempinho, nós nos veremos em breve. 

Fotos por: Leonardo Hakozaki /HCNOAR

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