Crítica: Com foco na ação, remake de Sete Homens e um Destino é superficial, porém divertido e grandioso. Saiba o que esperar.

13. setembro 2016 12:11 | Texto por Joao Felipe Marques

A tarefa de refazer um dos maiores clássicos do cinema é sempre algo à se olhar com certa dúvida. Principalmente quando este clássico já é, por si só, um remake de outro clássico. Mas o diretor Antoine Fuquá parece ter entendido que o caminho do novo “Sete Homens e um Destino” teria que ser pela galera mais jovem.

Os mais velhos, amantes de um bom faroeste, nunca vão esquecer o charme e a emoção de “Magnificent Seven”, que não só reinventou a maravilhosa obra de Akira Kurosawa “Os Sete Samurais”, como também serviu de influência para uma enorme onda de filmes que vieram depois, e que continuam vindo. Mas até onde a formula do filme pode ser replicada sem se tornar repetitiva dentro do cinema atual?

Fuquá tem um grande trunfo nas mangas, representado pelo roteiro do cara que nos trouxe “True Detective”: Nic Pizzolatto! O roteirista procura desenvolver as peças da trama de maneira clara e evidente, sem muitos floreios e metáforas nesta releitura. Acaba trazendo um roteiro facilmente reconhecível, com poucos momentos de originalidade, mas com o básico extremamente bem trabalhado.

A sequência inicial do filme é o exemplo perfeito do que o roteiro propõe: Uma cena que apresenta o vilão como uma grande força implacável e inescrupulosa, em um contexto propício para que nós, os espectadores, possamos desejar por justiça. É “roteiro 101”, fazer com que a platéia se importe com o problema mostrado. Pode parecer clichê, mas quando feito direito, não tem quem escape desse tipo de emoção.

Tive receio que um filme onde é necessário montar uma equipe de personagens distintos, pudesse acabar apressando introduções e focando apenas em seus reais protagonistas (interpretados por Denzel Washington e Chris Pratt). Com exceção do índio que serve apenas para fazer o papel de “sniper” na equipe, todos os outros possuem construções satisfatórias de seus personagens.

A maneira como a equipe funciona quase como em um game de estratégia também é um dos pontos altos do filme. Com cenas de ação de tirar o fôlego, incluindo longas cavalgadas e os clássicos duelos de faroeste, “Sete homens e um destino” agradará muito mais aqueles que procuram um “filmão pipoca” para se empolgar do que quem procura por algo mais profundo em um remake.

Pode ser algo que já vimos várias vezes, mas pelo menos foi feito direito. A interação entre a equipe é divertida, a urgência do problema faz com que você torça pelos personagens, e o clímax não deixa nem um pouco a desejar (diferentes de outros filmes deste verão americano).

 Com expectativas na medida certa, “Sete Homens e um Destino” pode ser a escolha certa para o seu fim de semana com os amigos. 

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