Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem consagra a peça Peer Gynt e ainda conversamos com os ganhadores e indicados. Se liga!

20. dezembro 2016 14:37 | Texto por Ricardo Nobrega

Em ritmo de festa, a 3ª edição do Projeto São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem premiou os melhores artistas, que se dedicam com tanto talento e carinho à alegrar e emocionar a galera mais jovem. E mais importante do que nunca, o prêmio ressalta a importância do teatro infanto-juvenil para a nossa cultura nacional e por isso a Coca Cola FEMSA patrocina esse evento e estimula essa arte. O prêmio é um selo de qualidade a qualquer peça. Por isso nós do HCNOAR, fomos fazer essa cobertura a convite deles.

O grande vencedor da noite foi o espetáculo “Peer Gynt” que faturou os prêmios nas categorias: Melhor figurino, melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor produção, melhor trilha adaptada, melhor direção e melhor espetáculo jovem.  O prêmio de Melhor Espetáculo Infantil ficou com a peça “Caminho da Roça” e o Prêmio Sustentabilidade com a peça “Fim?”.

As peças foram avaliadas desde janeiro de 2016, pelo renomado corpo de jurados formado por Beatriz Rosenberg, Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa que acompanham e prestigiam o projeto há alguns anos.

E o HCNOAR conseguiu conversar com parte dessa galera sensacional que esteve presente nessa noite mágica! Começando pelo diretor da peça vencedora do prêmio de “Melhor Peça Jovem”, Gabriel Villela.

HC: Como é receber esse prêmio que é uma marca de qualidade, de incentivo para peças infantis e jovens? E qual é o desafio de falar com os jovens?

Gabriel Villela: Achou que vou começar pela pergunta final. Falar com jovens é falar com o mistério, são pessoas que estão em frequente ebulição hormonal, são dramáticos demais, enxergam o mundo de uma forma tão “Romeu e Julieta”, mas a nossa função, enquanto artistas, é falar com todo mundo. Essa aqui é uma festa que fala pro início da criança, pro início do jovem que vai posteriormente frequentar o teatro. Certamente vai moldar o pensamento e a historia, não só das artes , mas melhorar a qualidade do pensamento num pais como o nosso.

HC: A peça fala de um personagem que começa a fazer tudo ao seu próprio interesse e começa a não ver o coletivo. Você acredita que essa peça é ideal para o momento atual aqui no Brasil?

Gabriel Villela: Na verdade, o Peer Gynt é o grande imperador de si mesmo, como se a coroa fosse uma outorga do mundo, da experiência pessoal, do épico, da viagem dele pela terra. Mas no final, ele se arrepende de tudo e descobre que só olhou para o próprio umbigo e volta para a Terra natal, para os braços de seus amores originais e se reequilibra com a natureza, pra morte. É um pouco a vida de todos nós.

Veja essa matéria da TV CULTURA sobre a peça:

Conversamos também com os membros da peça escolhida como “Melhor Peça Infantil”, Simone Grande, Antônia Matos e Paulo Rogério Lopes.

HC: Como é para cada um ganhar esse premio, essa marca de qualidade no teatro infantil.

Simone Grande: É uma grande felicidade, estamos imensamente agradecidos, por receber este prêmio, pelo reconhecimento do que a gente faz, comemorar os 20 anos das meninas do conto. Esse prêmio é fantástico, estamos radiantes.

Antonia Matos: Estamos muito felizes, é um prêmio que vem coroar um encontro muito importante, fundamental, que é o encontro desse grupo. é um prêmio importante que ajuda a reunir,que faz os grupos se encontraram, se perceberem, fazendo juntos o teatro, e percebendo o quanto é importante que continuemos a luta de fazer teatro infantil no país, num momento tão difícil.

Paulo Rogério Lopes: Eu acho demais o pessoal da comissão ter um olhar sobre a simplicidade, no meio de tantas produções, um espetáculo concebido para ser simples, com uma linguagem da roça, sem usar grandes pirotecnias, com uma linguagem bem simples, que o diretor domina há muito tempo. O pessoal da comissão, ter esse olhar, é um triunfo pra gente. Por que o publico a gente percebe que ja esta conquistado, mas a crítica vendo isso, vendo com o olhar de analise, é impagável.

HC: Sobre o estigma de que peças infantis são normalmente taxadas como “Pecinhas”, Paulo também comentou:

Paulo Rogério Lopes: Essa historia de pecinha…  você ve tantas produções enormes, não tem mais espaço pra enganar. Então ou a peça é bacana ou não é. As meninas do conto já  estão ai a um bom tempo, 20 anos, e você pega as peças que elas estavam concorrendo, você percebe que já existe um selo de qualidade que vem desse pessoal que já está cavando isso a um bom tempo. Se você pegar dos anos 80 pra cá, a qualidade do teatro infantil já não afasta mais o público.

O HCNOAR também bateu um papo com o ator Ruy Brissac, indicado na categoria de Ator Revelação, e Júlio Oliveira, indicado na categoria de Melhor Ator.

HC: Como é ser indicado como Ator Coadjuvante num premio que da o selo de qualidade de uma peça jovem?

Júlio Oliveira: Eu sempre costumo dizer que teatro infantil é que nem teatro adulto só que melhor. Por que a criança é muito mais exigente, se você não conseguir conquistar uma criança nos primeiros cinco minutos de espetáculo, a criança se dispersa e você não consegue mais. Se gostam, gostam, se não gostam, não gostam. São muito espontâneos.

HC: E eu acho também que tira aquele estigma que peça infantil é peça mal feita, por que pelo contrario. São grandes produções…

Júlio Oliveira: Eu acho que com as produções que tem hoje em dia, e poder estar entre os finalistas, eu acho que é, de verdade, o maior prêmio que a gente pode receber. Eu acho que no final das contas tanto faz quem ganha, por que quem ganha é um dos prediletos e isso é maravilhoso, é o maior prêmio que podemos ganhar. E é muito importante um prêmio que incentiva o teatro jovem por que tem uma lacuna muito grande no nosso pais entre o teatro infantil e o teatro adulto. Então quando a gente tem o teatro infanto juvenil, ele agrega valor nessa passagem do teatro infantil pro teatro adulto, que ajuda a gente ter formação de plateia, cultura, inúmeras coisas que são incríveis para o nosso pais.

HC: Como é ser indicado como Ator revelação pela atuação em um musical brasileiro como o Mamonas Assassinas de cara em um prêmio que é selo de qualidade?

Ruy Brissac: É incrível, é uma sensação unica você representar um ídolo brasileiro como Dinho dos Mamonas que levou tanta alegria aos jovens e crianças em 1995 e agora ser indicado a um premio como esse de incentivo ao teatro jovem e infantil, é uma honra muito grande com essa indicação. Eu não levei o prêmio mas eu tenho certeza que fez um trabalho lindo e ela mereceu esse prêmio e nada mais que sair daqui com a felicidade no coração, cheio de alegria, por participar numa cerimonia com essa aqui em São Paulo.

 Confira a lista completa de vencedores do Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem:

01-   AUTOR DE TEXTO ORIGINAL

- Paulo Rogério Lopes e Simone Grande -  Caminho da Roça

 02 -  AUTOR DE TEXTO ADAPTADO

-  Pedro Pires e Grupo Arte Simples de Teatro – A Bola: Histórias que Rolam 

03-  DIRETOR 

 - Gabriel Villela – Peer Gynt 

04  -   CENÓGRAFO

- Victor Merseguel – Meu Amigo Inventor 

05  -  FIGURINO 

- Gabriel Villela – Peer Gynt

 06-  ILUMINAÇÂO

- Poliana Pinheiro e Rodrigo Belay – Por que nem todos os dias são dias de Sol?

07 – TRILHA MÚSICAL  ORIGINAL

- Dr. Morris  - Já pra Cama

 08 – TRILHA MUSICAL ADAPTADA

- Babaya e Marco França -  Peer Gynt

09 - ATOR

- Chico Carvallho – Peer Gynt

10 – ATOR COADJUVANTE 

- Daniel Costa – O Livro de Ouro

11 -  ATRIZ 

- Rita Batata – Kiwi 

12 –  ATRIZ COADJUVANTE

- Maria do Carmo Soares – Peer Gynt

13 -  REVELAÇÃO

- Antonia Matos – atriz -  Caminho da Roça

14-     PRÊMIO ESPECIAL 

- Coletivo Grão e Arte Cidadania pelo espetáculo Feio, que incorpora a linguagem de libras à interpretação dos atores e substitui a audiodescrição pela audionarrativa

15-     PRODUÇÃO

- Sesi – Serviço Social da Industria -  Peer Gynt

16 – PRÊMIO SUSTENTABILIDADE

- Fim? – Por abordar a preservação do planeta de forma lúdica e eficiente

17 - ESPETÁCULO INFANTIL

- Caminho da Roça

18 - ESPETÁCULO JOVEM

- Peer Gynt

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