Crítica: Fragmentado é o retorno glorioso de M. Night Shyamalan ao bom e velho suspense!

21. março 2017 15:01 | Texto por Thiago Neres

M. Night Shyamalan andava meio sumido para o grande público, é verdade. Depois de um inicio de carreira meteórico com filmes como Corpo Fechado (2000) e O Sexto Sentido (1999), o diretor inidiano ficou conhecido em hollywood como um diretor de filmes de suspense inovadores, sempre com uma virada de história (o famoso plot twist) que prometia derreter o cérebro do mais audacioso espectador, porem esse cenário badalado mudou quando seus filmes começaram a parecer muito próprios, com uma linguagem menos comum e, como sua fama o precedia, escravos de um plot twist arrasador.

Apesar de afastado dos principais holofotes, os filmes de Shyamalan continuaram queridos pelo público, fazendo com que os grandes estúdios ainda ousassem apostar no indiano para gerar grandes bilheterias com boas histórias de suspense, o que não parecia acontecer até agora, em Fragmentado.

Com o ator James Mcavoy (X-men: Primeira Classe) no papel principal, Fragmentado conta a história de 3 garotas que são sequestradas por um homem chamado Kevin, que tem eu seu corpo nada mais nada menos que 23 personalidades diferentes. O problema é que uma 24ª está prestes a surgir, e não será passiva como as outras até então. 

Com essa ideia inicial, o filme nos leva a um passeio por três linhas diferentes. Vemos o que acontece com as meninas no cativeiro de Kevin, vemos o que acontece do lado de fora com a Psicóloga que trata Kevin, tentando descobrir o que está acontecendo com seu paciente, e vemos por fim algumas partes da infância de uma das meninas sequestradas, Cassey, interpretada pela estonteante Anya Taylor-Joy (A Bruxa).

O trabalho de Mcavoy interpretando as diferentes personalidades de Kevin é muito bom, e segura o filme para que a história possa se desenvolver ao seu redor. É apenas na crença de que aquelas personalidades todas são diferentes que o filme se sustenta e abre espaço para Cassey, uma menina atormentada pelo seu passado, roubar a cena com a presença de tela que Anya Taylor-Joy já tinha mostrado anteriormente em A Bruxa.

Se as atuações são um ponto positivo no filme, é preciso dizer que o roteiro tem muitas gorduras a serem aparadas. Não é incomum encontrarmos cenas que não avançam a trama em nada ou que poderiam ser cortadas sem prejudicar o entendimento do espectador ou mesmo desenvolvimento dos personagens. Essas gorduras só não incomodam mais por que, como já provou várias vezes, Shyamalan sabe dirigir, criar cenas de tirar o fôlego e deixar o espectador desnorteado nas cenas mais tensas.

Mas a despeito de todos os outros lados positivos do filme, Fragmentado tem um grande acerto. Talvez o mais importante de todos do filme. Ele não depende do plot twist pra funcionar. O filme é tenso, eletrizante, e te entrega tudo que promete do começo ao fim. O Plot twist é apenas uma cereja em um bolo já bem gostoso de comer, o puro creme do fã service que vai deixar os fãs do diretor de cabelos em pé, como sempre.

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