Crítica: O Poderoso Chefinho segue clichês, mas é diversão garantida pra toda a família!

23. março 2017 18:29 | Texto por Thiago Neres

Não é incomum ouvir por ai gente dizendo que não gosta de desenho, que é coisa de criança dentre outras frases que justifiquem a birra com as animações. A verdade é que essas pessoas, ao afirmar isso, esquecem um preceito básico de que animação não é um gênero de filme, mas sim uma técnica de fazer filmes, afinal podemos chamar animações recentes como Coraline (2009) ou Anomalisa (2015) de tudo, menos "para criança". Em O Poderoso Chefinho, temos um filme que de forma astuta junta tudo o que faz sucesso no cinema hoje em dia, para adultos e crianças, e mistura com algumas boas ideias de como usar os recursos da animação.

Como uma apetitosa salada de frutas na cabeça, o diretor Tom McGrath foi a cozinha para executar o prato da melhor forma possível. Fica nítido ainda nos primeiros minutos de filme que a história a ser contada não tem nada de novo. Tim, um menino com seus 5 ou 6 anos, tem sua vida perfeita com papai e mamãe ameaçada pela chegada de um irmãozinho mais novo, que se mostra um bebê muito folgado e adulto demais para seu tamanho. Logo ele descobre que seu irmão é parte de uma enorme trama para impedir que os filhotes de cachorro substituam os bebês no amor que os adultos dedicam as crianças. Para se livrar do incomodo irmão mais novo, Tim resolve ajuda-lo em sua missão.

Como eu disse, nada de novo. Você deve até conseguir imaginar como essa história de desenrola, mas essa não é a questão. Partindo do princípio de que todas as histórias já foram contadas, e que agora nós apenas as contamos de formas diferentes, McGrath colocou em prática todas as boas ideias de montagem, ambientação e concepção de mundo que teve para transformar uma história "boba" em algo extremamente divertido.

O filme, sem sair da comédia, passeia pelo gênero adulto e infantil com a mesma facilidade que os melhores filmes de super-herói o fazem atualmente, com piadas com Elvis Presley que, claramente, nenhuma criança vai entender. Todos os absurdos visuais de animação são justificados na primeira cena do filme, com uma simples informação que Tim nos dá: "Eu sempre fui uma criança muito, muito criativa".

Mas seguir as grandes fórmulas do cinema também trás alguns problemas. Em diversos pontos o filme se explica demais, até mesmo para uma obra feita para crianças, o que deixa o seu meio um pouco lento e arrastado, sendo sustentado mais pelas piadas do que qualquer outra coisa.

No fim, O Poderoso Chefinho é uma animação muito competente, que entrega diversão acima de qualquer coisa e torna muito fácil deixar de lado os seus pequenos problemas em prol de um bom tempo no cinema com a família.

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