Crítica: Mulher Maravilha é a super heroína que o Cinema precisava

1. junho 2017 13:29 | Texto por Thiago Neres

Quando se é um fã de quadrinhos o estereótipo do super-herói é uma das coisas que se guarda no âmago. Embora nem sempre seja fácil verbalizar, ações heroicas são facilmente reconhecidas quando acontecem e rechaçadas quando não. No ideal de herói, busca-se não alguém que haja sempre de forma correta, mas alguém que inspire a fazê-lo. É curioso perceber que na primeira vez que essa construção funciona em um filme da DC Studios, funciona não com um herói, mas uma heroína.

Sob os cuidados de Patty JenkinsMulher Maravilha salta aos olhos como o primeiro filme de super-heróis protagonizado por uma mulher, mas muito mais importante do que isso, "sobe" a barra de qualidade dos filmes do estúdio de uma forma brilhante. 

Demonstrando estudo da personagem que tinha em mãos, Jenkis deixou claro que entendeu em um único filme o que seu colega Zack Snyder não conseguiu entender em dois. A diretora conseguiu criar uma Diana (Gal Gadot) que representa um ícone, como são os heróis da DC Comics. Inspiradora, forte, audaz e cativante. Diana é tudo isso com o olhar que só uma mulher conseguiria dar a mais famosa de todas as super-heroínas. 

Há uma cena em que a princesa amazona é tão inspiradora em suas atitudes que é difícil conter a vontade de levantar da cadeira e segui-la em batalha. Se até aqui o Batman foi representado como um Justiceiro traumatizado e o Superman como um deus em crise existencial, a Mulher Maravilha coloca em cheque os outros membros da trindade da DC ao ser, essencialmente, uma heroína cujo a principal característica é acreditar.

Construído o ícone, o filme flui com facilidade. O ritmo é equilibrado e a história é simples: a Amazona Diana decide atender ao chamado heroico e deixar a ilha de Temiscira depois que Steve Trevor (Chris Pine) cai com seu avião após ser perseguido por soldados alemães. Daí em diante a princesa das amazonas tem que desvendar o mundo do patriarcado e descobrir se a humanidade merece ser salva de uma guerra que ela mesma criou.

Com os dilemas morais da heroína no lugar certo do filme e piadas totalmente encaixadas, o filme consegue estabelecer o seu tom de forma muito tranquila. É um filme claramente emotivo, guiando o espectador através dos horrores da guerra e do calor da batalha, mas não incorre no erro de se tornar um filme pesado e demasiado reflexivo. 

Mulher Maravilha corre bem até o seu terceiro ato, onde a história perde um pouco dos pés e cabeça. A necessidade de ter um super-vilão para combater a heroína prejudica o filme com batalhas pirotécnicas demais, incorrendo em efeitos visuais que convencem por pouco e até mesmo erros de continuidade graves. O uso do 3D é bom, mas há um abuso do uso das câmeras lentas (Snyder fez escola nisso) e o roteiro não consegue demonstrar a mesma esperteza nos diálogos e ações finais do filme.

Com Diana largando com a melhor personagem do “DCverso” dos cinemas, Mulher Maravilha é feminista sem ser panfletário, entregando a mensagem da igualde de gênero a partir da sua qualidade que, de tão alta, não é abalada nem mesmo por um terceiro ato ruim.

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